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| Lei do lixo: sustentabilidade verdadeira, e na marra |
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| Responsabilidade Social | |||
| Escrito por Thiago Borges | |||
| Sex, 30 de Julho de 2010 10:53 | |||
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Depois de aprovada no Senado e na Câmara dos Deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta segunda-feira (02/08) a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que estabelece normas para descarte de materiais para toda a cadeia de produção. Isto é, desde o fornecedor de matéria-prima, até o fabricante, o varejo e o consumidor final, todos eles têm regras a cumprir para garantir que o lixo jogado fora irá impactar o mínimo possível o meio ambiente.
A lei prevê que há uma ordem de prioridade a ser seguida para se evitar o desperdício de materiais: não geração de resíduos sólidos, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final. O lixo também poderá ser utilizado na produção de energia, se for viável. Ao fim do ciclo, vem a logístia reversa: a indústria deve comprar parte do material coletado para sua reutilização – o que criaria um novo tipo de negócio, inclusive. Groke nota que a política pública vai fazer com que um fabricante se preocupe com o destino final de seu produto antes de colocá-lo no mercado. “A cadeia toda vai forçar a sustentabilidade”, observa. Isso contribuiria para maior profissionalização da área e atenção por parte dos empresários. Como representante do setor de embalagens, Groke acredita que futuramente devem ganhar força as embalagens mais simples, sem tantos materiais – o que facilitaria na separação do lixo – e menores, na medida do produto comprado. O plástico, visto como vilão (o governo do Rio de Janeiro até proibiu o uso das sacolinhas no varejo), também terá seu espaço de destaque. “A grande tendência é que o nosso segmento, que já é preocupado com a questão da sustentabilidade, será motivado a seguir com isso porque agora é lei”, conclui. Compartilhar
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"Ninguém nega que grande parte do lixo urbano é de embalagem”, admite Mauricio Groke, diretor comercial da Antilhas, que fabrica produtos do tipo, e presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre). Para ele, a lei é um avanço rumo à sustentabilidade verdadeira – isto é, além do marketing feito por empresas que se dizem “verdes” – porque estabelece regras para todos os atores envolvidos no ciclo de um produto.
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